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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Escombros

 A vida clama dentro de nós, querendo eclodir, 

o futuro e o presente ao mesmo tempo. 

Quem somos? 

A junção disso tudo e nada ao mesmo tempo. 

Um dia seremos o que queremos? A duvida é a vida, é o viver

Quantas vidas nos consomem Neste breve palco do ser?

 Não se conta em anos ou nomes, Mas em vezes que precisamos morrer.

O Eu que ontem era verdade Já é a sombra que se esvai. Somos a contabilidade da idade, Um ciclo que sempre refaz.

A cada mudança, um novo fôlego, Um corpo estranho a habitar. Se o ciclo rompe o nosso monólogo, É tempo de o outro nos guiar.

O afeto perdido, o projeto que desaba, O silêncio que exige a mutação, Não são fins, mas a pausa que se elabora, O recolhimento antes da eclosão.

A nova vida pulsa e se prepara, Aquela que ainda não aceitamos ser. A cada renúncia, a nossa alma se aclara, Para de novo, enfim, florescer.

Não contamos em décadas, mas em metamorfoses. A descoberta final não está em quem somos, Mas na coragem de aceitar que o Infinito cabe Na dança de sermos todos os nossos escombros.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Sozinho

 

É difícil viver sozinho,
E enfrentar os sacrifícios da vida.
Mas, não é impossível

É difícil caminhar sozinho
E, no meio do caminho, ter que refazer seus passos.
Mas, não é impossível

É difícil olhar com bons olhos para si,
quando não se sabe a imagem que está transmitindo.
Mas, não é impossível

É difícil lutar sozinho;
Conquistar sozinho;
Mas, não é impossível

A única coisa impossível
fazer sozinho neste mundo

É Amar e ser amado de volta.

Erison S. Lima

terça-feira, 12 de agosto de 2025

O Silêncio

 


Essa paz reinante
Essa alegre monotonia
Esse milagre do momento presente
Que me informa sobre o bem
Que rme devolve à normalidade
Que me afasta da ansiedade

Que reordena e organiza os pensamentos
Que nutre e oxigena a mente
Que muta as vozes internas e derrota as confusões

Amo o silêncio

Que me lembra que sou mais do que a derrota diária
Que me renova a esperança de saber que sou inteiro e também parte do bem

Que me motiva, restaurando a paz interna
Que me ampara e me acolhe
Enquanto o mundo lá fora debate suas tragédias diárias,
Preso à ditadura do relógio,
Aqui dentro o Silêncio me ensina e me abraça, em estado de paz.

Erison S. Lima

Antônimo do Amor


No vácuo frio da indiferença,

onde o coração se retrai,
Há uma sombra que não se desfaz.

Não é ódio, nem fúria ardente.
Mas a ausência de calor.
Um vazio que mente.
Negando o valor.

É o silêncio que sufoca.
A mão que não se estende.
O olhar que não se desdobra
E o abraço que se ofende.

O antônimo do amor

A memória que se apaga.
A promessa sem cumprimento.
E a alma que não se afaga.

Mas, ali mesmo, uma centelha brilha.
Pois o amor, como um verso eclode.
Renasce das cinzas, tenro e forte.
Refaz a trajetória, antes maldita

E, no coração disperso,
encontra morada, solo e raízes.

Erison S. Lima
14/04/2024

terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Pudim

 


Não consigo imaginar,
quantas e quantas vezes já estive perdido dentro de mim,
nas minhas dores e frustrações cotidianas

contra tudo e contra todos,

Mas fui salvo pelo brilho do seu olhar
Pelos sons dos seus sorrisos
Pelas gargalhadas soltas
que invadem toda a sala,
o pátio
os quartos
a casa
Tornando o dia mais cinza, colorido
divertido
doce
agradável
Pudim de leite no fim da tarde

Erison (para Maria e Sophia)

A presença do Silêncio

 



O Silêncio está presente, quando as luzes se apagam

Quando o vento diminui, vira brisa, até sumir

O Silêncio está presente, por sobre os prédios, os telhados das nossas casas, nas madrugadas frias.

O Silêncio está presente, nos quartos dos hospitais. Segurando as mãos dos doentes terminais.

O Silêncio, sopra, sem falar, ele age. Enquanto o mundo todo se perde em vozes, o Silêncio para e celebra em si a comunhão das dores.

O Silêncio se revela no olhar, no tato, no paladar. O Silêncio come as palavras, ele as devora, como sopa.

O Silêncio vibra de alegria, nas nossas pequenas vitórias de cada dia.

Quando um pai volta sadio pra casa, quando uma mãe ora sozinha em seu quarto.

Quando nos escondemos dos "monstros" debaixo das cobertas.

Ali o Silêncio está. Comemorando conosco a Existência. Pois, dela ele nunca mais sairá.

(Erison S. Lima)

E a vida sempre encontra uma maneira de ser ela mesma;


E a vida sempre encontra uma maneira de ser ela mesma;


Ainda que tentem prendê-la, sufocá-la; amarrá-la; colocá-la sob supervisão, fiscalização, censura.

A natureza que há em nós rompe padrões;

Como água ela escoa; abre a caixa; escorre por entre as grades;

Encontra um jeito de se libertar;

Enquanto as algemas feitas com ódio, construídas na ilusão de controle, desfazem-se, enferrujam e quebram, vencidas pela ação do tempo
e pela força da Esperança Viva.

Esta jamais poderá ser contida.

(Erison S Lima)

Escombros

  A vida clama dentro de nós, querendo eclodir,  o futuro e o presente ao mesmo tempo.  Quem somos?  A junção disso tudo e nada ao mesmo tem...